Cidades que mais Desmatam na Amazônia

ALERTA GERAL

A Amazônia - Desmatamento

A Amazônia - Desmatamento
( VERDE ) - Flareta Intocada / ( AMARELO ) - Desmatamento até 1997 / ( VERMELHO ) - Desmatamento de 1998 a 2006

O Rítmo Da Devastação

O Rítmo Da Devastação
Quanto a Amazônia foi desmatada até hoje e como pode ficar segundo as projeções baseadas nas obras previstas no programa Avança Brasil

Os principais impactos ambientais na Amazônia são

- Desmatamento descontrolado:
gerando uma perda grande da flora como espécies raras, conhecida como madeiras de lei

- Extração desenfreada do látex:
Com a pratica demasiada dos seringueiros

- Queimadas indevidas:
Para a pratica da agropecuária.

- Captura de animais extintos:
Como arara azul

- Pesca predatória:
Peixes,Tartarugas...

- Poluição dos rios:
Com lançamento de detritos como agrotóxicos,Mércurio na pratica do garimpo, isso causando o assoreamento dos rios,morte da foz influenciando na contaminação da sua nascente.

Os principais Rios da Amazônia

Os principais Rios da Amazônia
Rio: Tocantins, Xingu, Tapajos, Madeira, Purus, Jurua, Japura, Negro, e o maior deles Rio Amazonas

terça-feira, 20 de outubro de 2009

As secas na AMAZÔNIA

Pior seca em 60 anos castiga a Amazônia Brasileira. Greenpeace alerta: desmatamento e mudanças climáticas podem transformar a Bacia Amazônica em um ecossistema muito mais seco, resultando num processo irreversível de perda de biodiversidade

Manaquiri (AM), 14 de outubro de 2005 – A forte seca que afeta a Amazônia pode ser o aviso que o País e o mundo precisavam para enfrentar de vez as causas que podem condenar a maior floresta tropical do planeta ao desastre: o desmatamento descontrolado e o aquecimento global. Estaríamos já às portas de um triste futuro ou trata-se de um fenômeno conjuntural?

Nos últimos dias, ativistas do Greenpeace visitaram e documentaram algumas das áreas mais afetadas pela seca no estado do Amazonas. A visão é dramática: grandes rios, lagos e várzeas atingiram seu nível mais baixo em 60 anos e, agora, não passam de pequenos córregos de lama. Lugares onde comunitários costumavam usar barcos e canoas como único meio de transporte, agora podem simplesmente passar andando ou de bicicleta. Grandes barcos estão presos no barro seco, que costumava ser o leito dos rios. Milhares de peixes mortos atraem urubus, transformando a paisagem em um grande cemitério a céu aberto. Cidades e comunidades completamente dependentes dos rios estão totalmente isoladas, padecendo com a falta de remédios, combustível, água potável e comida.

Para Paulo Artaxo, cientista da USP (Universidade de São Paulo), o desmatamento e as queimadas afetam a formação de nuvens de chuvas, o que diminui a precipitação sobre a Amazônia. Metereologistas do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) argumentam que as altas temperaturas no Oceano Atlântico, que levaram à formação de fortes furacões como o Katrina e Rita, podem estar mudando a circulação do ar sobre a Amazônia, inibindo a formação de chuvas.

Estima-se que, em algumas décadas, este efeito perverso do desmatamento pode ser irreversível e a floresta amazônica pode desaparecer. “Se a Amazônia perder mais de 40% da sua cobertura florestal, nós atingiremos um ponto onde será impossível reverter o processo de savanização da maior floresta tropical do mundo”, alerta Carlos Nobre, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e presidente do Programa Internacional Geosfera Biosfera (IGBP).

Este processo pode ser acelerado pelo aquecimento global. “O Brasil é um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas por causa de sua enorme biodiversidade”, disse Nobre.

“A destruição da Amazônia diminui a formação de nuvens de chuva, tornando as florestas mais secas. Por sua vez, florestas mais secas são mais suscetíveis às queimadas e aos efeitos do aquecimento global” explica Carlos Rittl, campaigner de Clima do Greenpeace. Ele lembra que o desmatamento e as queimadas na Amazônia são responsáveis por mais de 75% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa. “Isso coloca o Brasil entre os quatro maiores emissores do mundo e dá ao Brasil uma enorme responsabilidade na implementação de soluções para o problema.”

Nos últimos 35 anos, a Amazônia Brasileira já perdeu quase 17% de sua cobertura florestal devido às atividades humanas, em particular a crescente expansão da agropecuária e exploração ilegal de madeira. “O planeta está enviando sinais claros que não podemos mais evitar. Corremos o risco de perder a maior floresta tropical do mundo e toda uma biodiversidade que sequer foi bem estudada”.

Para o Greenpeace, o Brasil precisa adotar metas urgentes e concretas de redução do desmatamento e, consequentemente, das emissões de gases do efeito estufa se quiser barrar os efeitos perversos do aquecimento global. O País deve também liderar, na próxima reunião da Convenção da Biodiversidade (CBD), em março de 2006, os esforços de governos de todo o mundo para criar uma rede de áreas protegidas destinadas a preservar a diversidade biológica, as comunidades tradicionais e sua cultura.

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Video da campanha AMAZÔNIA PARA SEMPRE!

LENDA DA VITÓRIA AMAZÔNICA ( VITÓRIA RÉGIA )

LENDA DA VITÓRIA AMAZÔNICA (  VITÓRIA RÉGIA )
Há muitos anos, nas margens do majestoso rio Amazonas, as jovens e belas índias de uma tribo, se reuniam para cantar e sonhar seus sonhos de amor. Elas ficavam por longas horas admirando a beleza da lua branca e o mistério das estrêlas sonhando um dia ser uma delas. Enquanto o aroma da noite tropical enfeitava aqueles sonhos, a lua deitava uma luz intensa nas águas, fazendo Naia, a mais jovem e mais sonhadora de todas, subir numa árvore alta para tentar tocar a lua. Ela não obteve êxito. No próximo dia, ela e suas amigas, subiram as montanhas distantes para sentir com suas mãos a maciez aveludada da lua, mas novamente elas falharam. Quando elas chegaram lá, a lua estava tão alta que todas retornaram a aldeia desapontadas. Elas acreditaram que se pudessem tocar a lua, ou mesmo as estrêlas, elas se transformariam em uma delas. Na noite seguinte, Naia deixou a aldeia esperando realizar seu sonho. Ela tomou o caminho do rio para encontrar a lua nas negras águas. Lá, imensa, resplandescente, a lua descansava calmamente refletindo sua imagem na superfície da água. Naia, em sua inocência, pensou que a lua tinha vindo se banhar no rio e permitir que fosse tocada. Naia mergulhou nas profundezas das águas desaparecendo para sempre. A lua, sentindo pena daquela tão jovem vida agora perdida, transformou Naia em uma flor gigante - a Vitória Régia - com um inebriante perfume e pétalas que se abrem nas águas para receber em toda sua superfície, a luz da lua.