Cidades que mais Desmatam na Amazônia

ALERTA GERAL

A Amazônia - Desmatamento

A Amazônia - Desmatamento
( VERDE ) - Flareta Intocada / ( AMARELO ) - Desmatamento até 1997 / ( VERMELHO ) - Desmatamento de 1998 a 2006

O Rítmo Da Devastação

O Rítmo Da Devastação
Quanto a Amazônia foi desmatada até hoje e como pode ficar segundo as projeções baseadas nas obras previstas no programa Avança Brasil

Os principais impactos ambientais na Amazônia são

- Desmatamento descontrolado:
gerando uma perda grande da flora como espécies raras, conhecida como madeiras de lei

- Extração desenfreada do látex:
Com a pratica demasiada dos seringueiros

- Queimadas indevidas:
Para a pratica da agropecuária.

- Captura de animais extintos:
Como arara azul

- Pesca predatória:
Peixes,Tartarugas...

- Poluição dos rios:
Com lançamento de detritos como agrotóxicos,Mércurio na pratica do garimpo, isso causando o assoreamento dos rios,morte da foz influenciando na contaminação da sua nascente.

Os principais Rios da Amazônia

Os principais Rios da Amazônia
Rio: Tocantins, Xingu, Tapajos, Madeira, Purus, Jurua, Japura, Negro, e o maior deles Rio Amazonas

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Indústria na Amazônia


Minérios de Carajás – Para explorar e exportar os minérios de Carajás, foi montado, em 1979, o projeto Grande Carajás, que envolveu a delimitação da área, a construção de uma ferrovia entre a zona mineradora e o porto de Itaqui (Maranhão) para exportar os minérios e a instalação de pólos de desenvolvimento industriais e agropecuários.


Ouro da serra Pelada – Nos anos 1980, toneladas de ouro foram extraídas da serra Pelada, ao sul da serra dos Carajás, atraindo para o local milhares de garimpeiros. Depois de esgotadas as reservas, devido à exploração descontrolada, foi descoberta, em 1996, uma nova jazida de ouro, na serra do Leste, vizinha à serra Pelada.

A INDÚSTRIA NA AMAZÔNIA


      Indústria Madereira na Amazônia
Até a década de 1970, a indústria da Região Norte era pouco expressiva e estava ligada ao beneficiamento dos produtos extrativos vegetais (borracha, castanha-do-pará, madeira) e aos ramos tradicionais de bens de consumo (alimentos, bebidas, vestuário). A instalação de indústrias é um processo recente e deve-se principalmente a uma política praticada pelo Governo Federal para integrar a Amazônia ao restante do Território Brasileiro. Um dos objetivos da criação da Sudam foi exatamente instalar indústrias na Região.

Para que a indústria pudesse desenvolver-se, foram feitos grandes investimentos. Era necessário melhorar o abastecimento de energia, o sistema de transportes e de comunicações, os portos e os aeroportos, etc. Além disso, o governo dispensou empresas de pagarem impostos, doou terrenos e criou várias formas de estímulo para atrair indústrias de outras partes do País, sobretudo do Sudeste.

Zona Franca de Manaus – A primeira experiência de industrialização da Região ocorreu por meio da criação da Zona Franca de Manaus em 1967. Trata-se de uma área de livre comércio em que não são cobrados impostos de importação sobre os produtos comprados do exterior. Estão instaladas aí mais de quinhentas indústrias, sendo trezentas de grande porte. Em sua maioria, são apenas montadoras de produtos obtidos com tecnologia estrangeira como relógios, material elétrico e de comunicações e outros bens de tecnologia avançada, com destaque para automóveis e computadores.

Indústrias em torno de Carajás – Outro importante pólo industrial na Região articula-se em torno do Projeto Grande Carajás. Desde sua instalação, na década de 1980, todo o minério extraído era praticamente exportado em estado bruto, o que não levou à criação de outras atividades econômicas na Região.

No fim da década de 1980, estimulou-se a transferência de usinas de ferro-gusa do Sudeste, especialmente mineiras, para a área em torno da estrada de ferro Carajás-Itaqui. Também foi incentivada a instalação de indústrias de madeira. Apesar disso, não ocorreu um desenvolvimento industrial significativo na região de Carajás, que ainda se baseia numa economia essencialmente extrativa.

Indústrias em Belém – Outro centro industrial do Norte está em Belém, que tem uma grande concentração de indústrias produtoras de bens de consumo não só para a população do Pará, mas também para São Paulo e Rio de Janeiro. Destacam-se as indústrias de alimentos, de fumo, de bebidas, de produtos farmacêuticos, de couro, de perfumaria, etc.

Outros centros industriais de menor porte são encontrados em Santarém, no Pará, e nas capitais, como Macapá e Porto Velho.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

As secas na AMAZÔNIA

Pior seca em 60 anos castiga a Amazônia Brasileira. Greenpeace alerta: desmatamento e mudanças climáticas podem transformar a Bacia Amazônica em um ecossistema muito mais seco, resultando num processo irreversível de perda de biodiversidade

Manaquiri (AM), 14 de outubro de 2005 – A forte seca que afeta a Amazônia pode ser o aviso que o País e o mundo precisavam para enfrentar de vez as causas que podem condenar a maior floresta tropical do planeta ao desastre: o desmatamento descontrolado e o aquecimento global. Estaríamos já às portas de um triste futuro ou trata-se de um fenômeno conjuntural?

Nos últimos dias, ativistas do Greenpeace visitaram e documentaram algumas das áreas mais afetadas pela seca no estado do Amazonas. A visão é dramática: grandes rios, lagos e várzeas atingiram seu nível mais baixo em 60 anos e, agora, não passam de pequenos córregos de lama. Lugares onde comunitários costumavam usar barcos e canoas como único meio de transporte, agora podem simplesmente passar andando ou de bicicleta. Grandes barcos estão presos no barro seco, que costumava ser o leito dos rios. Milhares de peixes mortos atraem urubus, transformando a paisagem em um grande cemitério a céu aberto. Cidades e comunidades completamente dependentes dos rios estão totalmente isoladas, padecendo com a falta de remédios, combustível, água potável e comida.

Para Paulo Artaxo, cientista da USP (Universidade de São Paulo), o desmatamento e as queimadas afetam a formação de nuvens de chuvas, o que diminui a precipitação sobre a Amazônia. Metereologistas do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) argumentam que as altas temperaturas no Oceano Atlântico, que levaram à formação de fortes furacões como o Katrina e Rita, podem estar mudando a circulação do ar sobre a Amazônia, inibindo a formação de chuvas.

Estima-se que, em algumas décadas, este efeito perverso do desmatamento pode ser irreversível e a floresta amazônica pode desaparecer. “Se a Amazônia perder mais de 40% da sua cobertura florestal, nós atingiremos um ponto onde será impossível reverter o processo de savanização da maior floresta tropical do mundo”, alerta Carlos Nobre, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e presidente do Programa Internacional Geosfera Biosfera (IGBP).

Este processo pode ser acelerado pelo aquecimento global. “O Brasil é um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas por causa de sua enorme biodiversidade”, disse Nobre.

“A destruição da Amazônia diminui a formação de nuvens de chuva, tornando as florestas mais secas. Por sua vez, florestas mais secas são mais suscetíveis às queimadas e aos efeitos do aquecimento global” explica Carlos Rittl, campaigner de Clima do Greenpeace. Ele lembra que o desmatamento e as queimadas na Amazônia são responsáveis por mais de 75% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa. “Isso coloca o Brasil entre os quatro maiores emissores do mundo e dá ao Brasil uma enorme responsabilidade na implementação de soluções para o problema.”

Nos últimos 35 anos, a Amazônia Brasileira já perdeu quase 17% de sua cobertura florestal devido às atividades humanas, em particular a crescente expansão da agropecuária e exploração ilegal de madeira. “O planeta está enviando sinais claros que não podemos mais evitar. Corremos o risco de perder a maior floresta tropical do mundo e toda uma biodiversidade que sequer foi bem estudada”.

Para o Greenpeace, o Brasil precisa adotar metas urgentes e concretas de redução do desmatamento e, consequentemente, das emissões de gases do efeito estufa se quiser barrar os efeitos perversos do aquecimento global. O País deve também liderar, na próxima reunião da Convenção da Biodiversidade (CBD), em março de 2006, os esforços de governos de todo o mundo para criar uma rede de áreas protegidas destinadas a preservar a diversidade biológica, as comunidades tradicionais e sua cultura.

Video da campanha AMAZÔNIA PARA SEMPRE!

LENDA DA VITÓRIA AMAZÔNICA ( VITÓRIA RÉGIA )

LENDA DA VITÓRIA AMAZÔNICA (  VITÓRIA RÉGIA )
Há muitos anos, nas margens do majestoso rio Amazonas, as jovens e belas índias de uma tribo, se reuniam para cantar e sonhar seus sonhos de amor. Elas ficavam por longas horas admirando a beleza da lua branca e o mistério das estrêlas sonhando um dia ser uma delas. Enquanto o aroma da noite tropical enfeitava aqueles sonhos, a lua deitava uma luz intensa nas águas, fazendo Naia, a mais jovem e mais sonhadora de todas, subir numa árvore alta para tentar tocar a lua. Ela não obteve êxito. No próximo dia, ela e suas amigas, subiram as montanhas distantes para sentir com suas mãos a maciez aveludada da lua, mas novamente elas falharam. Quando elas chegaram lá, a lua estava tão alta que todas retornaram a aldeia desapontadas. Elas acreditaram que se pudessem tocar a lua, ou mesmo as estrêlas, elas se transformariam em uma delas. Na noite seguinte, Naia deixou a aldeia esperando realizar seu sonho. Ela tomou o caminho do rio para encontrar a lua nas negras águas. Lá, imensa, resplandescente, a lua descansava calmamente refletindo sua imagem na superfície da água. Naia, em sua inocência, pensou que a lua tinha vindo se banhar no rio e permitir que fosse tocada. Naia mergulhou nas profundezas das águas desaparecendo para sempre. A lua, sentindo pena daquela tão jovem vida agora perdida, transformou Naia em uma flor gigante - a Vitória Régia - com um inebriante perfume e pétalas que se abrem nas águas para receber em toda sua superfície, a luz da lua.